Da sensibilidade ao orgulho; é assim que sinto que essa peça deve ser descrita.
Da sensibilidade do Curinga Dodi Leal e de todos os outros atores, em demonstrar respeito e carinho, pela opressão que nos veio em forma de relato sincero e ao mesmo tempo chocante, e que se tornou uma grande experiência ao grupo; ao orgulho de poder participar e ver um processo transformar-se em montagem. Uma peça com muitas cores, danças, luzes, poesias e muitas perguntas, que mesmo após a apresentação ficam até hoje a nos cutucar.
Apresentar aos outros grupos e coletivos os desdobramentos das técnicas do Teatro do Oprimido dentro do METAXIS, é oportunidade que só nos faz crescer como grupo.
“São tantos os casos de opressão que já passei que demorei a á escolher um, mas sempre existe aquele que nunca esquecemos, que mexe com nossa auto-estima e nos faz repensar sobre a ideologia da democracia racial no Brasil que é sustentada pelos próprios racista opressores, pura hipocrisia, quem leva a cor da noite sabe o que é ser negro nesse país.” Ivanilda
(Antonio Ferreira, São Paulo – 21/01/2010)

