METAXIS no Jornal do Campus

By metaxis

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Por Teresa Perosa em 29.09.2009

“Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam”. A frase de Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, sintetiza bem o que seria o espírito do teatro universitário: teatro por todos e para todos. Reunindo alunos de diferentes cursos e pessoas de fora da universidade, os grupos teatrais amadores da USP produzem resultados surpreendentes que, ainda assim, são pouco conhecidos.

“O teatro é um instrumento de expressão. É do ser humano. Todo mundo deveria ter acesso a esse tipo de linguagem”, diz Eduardo Coutinho, professor do Departamento de Artes Cênicas da ECA. Formado engenheiro civil, Coutinho afirma que o teatro é essencial. “Eu tenho batalhado para que todos os alunos da USP ‘tropecem’ em arte para que eles percebam, seja através da vivência de fazer, seja como expectador, que isso é uma parte importante de sua formação universitária”.

“Os estudantes têm uma força desprovida de preconceito e estrelismo”, diz Maurício Soares Filho, coordenador do grupo Vivo e Desnudo da Faculdade de Direito. Segundo ele, é essa dose de descompromisso em relação ao trabalho ser bem sucedido ou não que torna o teatro dos estudantes tão interessante. “Não há pretensão. Só a certeza de que todos têm 100% de boa intenção em contar uma história”, conclui.

Por serem muitos e, em grande parte, desconhecidos, o Teatro da USP (TUSP) realiza nesse momento um trabalho de mapeamento dos grupos de teatro da universidade. “Nosso objetivo é fomentar essa atividade teatral”, afirma a professora Elisabete Dorgam Martins, vice-diretora do TUSP. “Agora estamos trabalhando com orientadores de arte dramática espalhados pelos campi, para descobrir as reais necessidades desses grupos”. Em relação à escassez de público, Elisabete afirma que se trata de fenômeno não-restrito ao teatro universitário. “Tem sido uma luta corpo a corpo para conseguir divulgar os trabalhos e trazer público para o teatro”, conclui.

Dificuldades

As principais dificuldades enfrentadas pelos grupos são o financiamento e a falta de espaço para suas atividades. O GTP é um dos poucos que possui uma sala própria, além de receber repasse do Grêmio Politécnico. O grupo Vivo e Desnudo, por exemplo, ensaia provisoriamente na Casa do Estudante e recebe uma pequena ajuda de custo do centro acadêmico XI de Agosto. O grupo Metáxis, que desenvolve técnicas de Teatro do Oprimido, utiliza uma sala do Departamento de Artes Cênicas (CAC) da ECA, sob responsabilidade de seu coordenador, Dodi Leal, aluno do terceiro ano do CAC. “Coloco o grupo como meu projeto pessoal”, declara.

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2009/09/abrem-se-as-cortinas/

Grupos de Teatro: Metaxis

Conheça o grupo teatral unido pela técnica do Teatro do Oprimido

Por Teresa Perosa em 29.09.2009

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Nome: Metáxis – Grupo de Teatro do Oprimido (não vinculado a nenhuma unidade)

Fundado em 2008

Sobre o grupo: Após o desenvolvimento de algumas oficinas de teatro do oprimido realizadas em 2008, o grupo decidiu dar continuidade ao projeto. “Nosso objetivo é levar as pessoas que estão fora da universidade para dentro dela, e as pessoas que estão dentro para fora”, declara Dodi Leal, aluno do 3º ano de Artes Cênicas e coordenador do projeto.

O Metáxis funciona de maneira diferente em relação aos grupos teatrais usuais. O grupo funciona a partir de ciclos de um ano, durante o qual os coordenadores trabalham as técnicas de teatro do oprimido com os membros. Como conclusão das atividades, o Metáxis leva as intervenções desenvolvidas à Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina. “Depois, esperamos que cada grupo ande com as próprias pernas”, diz Dodi. A intenção é formar a cada ano dois grupos familiarizados com as técnicas do teatro do oprimido.

A escolha por trabalhar com esse tipo específico de técnica teatral é explicada por sua subvalorização, segundo Dodi. “É a única técnica teatral que de fato foi criada por um brasileiro e, ainda assim, não é trabalhada dentro da universidade no Brasil”, declara. O método do Teatro do Oprimido foi desenvolvido por Augusto Boal cujo objetivo era criar prática teatral revolucionária, que incitasse os oprimidos a lutarem pela sua libertação. O TO trabalha com jogos, exercícios e técnicas teatrais que envolvem o público no jogo de cena, uma vez que, para Boal, o teatro deveria deixar de ser um “monólogo” para ser um “diálogo”.

Esse ano, o Metáxis irá com duas intervenções à Mostra: uma de teatro invisível r outra nomeada “Penso, logo, insisto”.

Estrutura: Utilizam uma das salas do CAC, sob responsabilidade de Dodi.

Sobre os membros: São predominantemente de fora da USP.

Como participar? Para participar das oficinas, é necessário entrar em contato com o grupo.

Contato: teatrodooprimido@gmail.com | http://www.metaxis.com.br/

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