METAXIS em Susques

fevereiro 9, 2010 por metaxis

por LAÍS QUEIROZ, 2 de fevereiro de 2010.

Público da apresentação na cidade de Susques (Jujuy-Argentina) em 16-01-2010, no centro o prefeito (comunero) e sua família.

A primeira vista entendia-se o espetáculo “Oprinilda” como uma bandeira de força e luta contra a violência que dezenas de mulheres sofrem a cada novo dia. Não tinha idéia que a proposta andava tão além do tema de violência e preconceito, digo racismo com a etnia, cor, raça, sexo, visto que se tratava de resistência negra, e porque não Indígena, pois foi o que se passou. Quando percebemos estávamos em Susques-AR, numa tribo indígena a 3.675m de altitude, as 00h a se apresentar. A nossa frente estava todos, inclusive seu pajé que se encantou com o teatro do oprimido e utilizou de toda sua artimanha quando participou ativamente do teatro-forúm.  Foi sensacional, ainda mais porque fazia uns três dias que eu e Dodi conversávamos sobre a intervenção de Boal na cidade de Godrano, com camponeses da Sicília, ao sul da Itália, onde foi preparada uma peça em que se mostrava o prefeito da cidade como grande opressor dos pobres. Ocorre que durante o espetáculo de teatro-forúm, o próprio prefeito apareceu na praça e pediu para substituir, não o protagonista-oprimido como nosso costume, mas o personagem do Prefeito – ele próprio para melhor justificar suas ações (Boal, Augusto, 1953. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas, pág. 23). Isso significa dizer que a história se repetiu, ou seja, com uma oratória na ponta da língua e a bandeira dos direitos humanos fora levantada: educação, saúde, lazer, emprego para todos, não faltou estímulos, sim, foi um discurso emocionate a qual presenciamos.

Duas meninas da comunidade intervém juntas no Fórum, conduzido pela Marla e traduzido por Patrício.

Não imagino a dimensão dessa participação, mas sei que todos vão ficar com seus âmagos marcados, pois nunca assistiram a algum teatro (a grande maioria) e a experiência trouxe muitas intervenções, como a de discutir a cor e etnia de povos, como ao que eles vivem tão deslocados, mas por vez, sofrem com os males da história original. Levantamos uma bandeira de resistência e de novas ideologias. Apresentamos uma dança nova para a visão deles, porque onde já se viu usar roupas soltas e floridas naquela sociedade? Ou talvez, com panos de sobra e deixar que os músculos se mexam sozinhos de acordo com a sonoplastia. Muito encantou aos olhos de quem assistia. Um espetáculo de rua com movimentos soltos e impactos nervosos, muita sensualidade na dança e generosidade com o ritual que muitas mulheres viviam na época do apartheid.  O espetáculo ora é coreografado e ora fica a caráter do desempenho dos atores. A personagem oprimida fica responsável por um monólogo sobre o preconceito e racismo. O espaço estético é instaurado do início ao fim, tendo seu ápice na canção “Sansacroman” (As mulheres cantavam esta canção  na época do apartheid para distrair seus filhos da situação de guerra que viviam),  houve uma interação com o público presente, pois a hierarquia foi cerrada e logo depois um grande paredão foi montando, onde todos os atores concentravam sua energias e conseguiam dialogar com o público de forma que todos perceberam o atual momento, quer dizer momento de sentar-se. O teatro-imagem também é posto de forma bem marcada, com expressão, sentimento de luta e resistência, muitos atores chegam a se machucar na cena que tem como signo uma corda, representando toda formar de aprisionar  não só os negros, mas inclusive os diferentes, como os índios. Por fim, depois da disputa que acontece entre oprimido e opressor (figura de um policial), percebemos que todos temos culpa na história, afinal de contas somos suspeitos?! Suspeitos de calar, de mentir, de roubar a força dos que lutam a cada dia, suspeito de não acreditar em mudanças, ora e o teatro do oprimido serve para que? Veja bem, teatro serve para educar, divertir e propor reflexão, provocar as pessoas, já o oprimido, todos somos.  A cada dia desenvolvemos vários papéis de acordo com nossas instituições (Composta por pessoas, imaginário, histórica e social). Todos somos alvos de cenas como as do “Oprinilda”, uns mais… outros menos. Acontece é que o tempo de transformar precisa ser instituído (racional), digo agir pela emoção, paixão, sentimento, desejo, imaginário, resguardando sempre a autocrítica mesmo que se defenda uma idéia. Primeiro transformam-se os que reproduzem as cenas de opressão, para assim em segundo, transformar o meio.            

 “UM HOMEM NÃO TOMA BANHO DUAS VEZES NO MESMO RIO” Heráclito

 LAÍS QUEIROZ é estudante de Artes Cênicas na Universidade Federal de Alagoas, curinga regional do Metaxis em Maceió e atuou em Oprinilda nas apresentações do I Encuentro Latinoamericano de Teatro del Oprimido.

Ensaio do grupo antes da apresentação.

 

Trecho de dança na apresentação.

1o Encuentro de Teatro del Oprimido – Jujuy

janeiro 28, 2010 por metaxis

De 15 a 25-01 o METAXIS participou do 1o Encuentro de Teatro del Oprimido realizado na província de Jujuy no noroeste da Argentina. O evento, organizado pelo MTO Jujuy (Movimiento de Teatro del Oprimido de Jujuy) e promovido pela RelaTOsur (Red Latinoamericana de Teatro del Oprimido) contou com a participação de inúmeros grupos dos países da América Latina. O grupo Metaxis participou das atividades de intervenção de discussão do evento, apresentou duas vezes o espetáculo Oprinilda, conduziu oficina com alunos de uma escola pública de uma comunidade indígena no alto da cordilheira dos Andes e conduziu quatro oficinas de TO com presos das penitenciárias Provinciana e Federal de Jujuy.

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Ações METAXIS 2010

janeiro 22, 2010 por metaxis

Nesse último ano que passou o projeto METAXIS deu um grande passo: a iniciativa de desenvolver as técnicas do Teatro do Oprimido dentro do programa “Um Ano de TO”, que abrangeu 2 Grupos de TO e a Turma de Multiplicadores das técnicas do TO.

Mesmo sem patrocínio e contando com apoio de outros profissionais, realizamos os encontros no Teatro Laboratório da ECA/USP e na EMEF Amorim Lima.

Para o ano de 2010 esperamos poder dar continuidade aos processos desenvolvidos e continuar a apresentar as técnicas do Teatro do Oprimido a novos interessados, que possam desenvolvê-las e contribuir na busca por um mundo melhor!

Agradecemos as instituições parceiras, aos outros grupos e coletivos de TO e a todos os diferentes inscritos que continuaram com o METAXIS!

Espero que todos que tiveram que desistir durante o percurso, possam participar de outras de nossas ações, como encontros, laboratórios, oficinas, apresentações, feiras…

Fiquem atentos para as novas ações do METAXIS em 2010.

Primeiro encontro da Turma de Multiplicadores de TO na EMEF Amorim Lima

Primeiro encontro da Turma de Multiplicadores de TO na EMEF Amorim Lima

OPRINILDA

janeiro 22, 2010 por metaxis

Da sensibilidade ao orgulho; é assim que sinto que essa peça deve ser descrita.

Da sensibilidade do Curinga Dodi Leal e de todos os outros atores, em demonstrar respeito e carinho, pela opressão que nos veio em forma de relato sincero e ao mesmo tempo chocante, e que se tornou uma grande experiência ao grupo; ao orgulho de poder participar e ver um processo transformar-se em montagem. Uma peça com muitas cores, danças, luzes, poesias e muitas perguntas, que mesmo após a apresentação ficam até hoje a nos cutucar.

Apresentar aos outros grupos e coletivos os desdobramentos das técnicas do Teatro do Oprimido dentro do METAXIS, é oportunidade que só nos faz crescer como grupo.

“São tantos os casos de opressão que já passei que demorei a á escolher um, mas sempre existe aquele que nunca esquecemos, que mexe com nossa auto-estima e nos faz repensar sobre a ideologia da democracia racial no Brasil que é sustentada pelos próprios racista opressores, pura hipocrisia, quem leva a cor da noite sabe o que é ser negro nesse país.” Ivanilda

(Antonio Ferreira, São Paulo – 21/01/2010)

MENINAS METAXIS

janeiro 22, 2010 por metaxis

Sim, afirmo que não é nada muito fácil ter muitas garotas reunidas, ainda mais praticantes de TO. Mas essa foto mostra a união e força de um Grupo de Mulheres que juntas somam força, alegria e muitas opressões para serem trabalhadas… rs
Seja na surpreendente maturidade de Isís, nas profundas análises de Gabi, no potencial organizador e reconciliador de Raquel, na alegria e força de Nilda, na coragem de Mercedes, na generosidade de Priscila ou na doçura de Alice; encontro a esperança de ver o duro trabalho de “Um Ano de TO” ser continuado com um grupo de teatro.
Todas vocês meninas, mulheres, METAXIS; fizeram a diferença no último grande ano que esse projeto passou. Desejo a continuidade para um trabalho com muita união entre vocês!

Merda meninas, muita merda!

(Antonio Ferreira, São Paulo – 21/01/2010)

Depois da apresentação da peça "Oprinilda" em Londrina

Depois da apresentação da peça "Oprinilda" na VI Mostra de Teatro do Oprimido em Londrina/PR

Curso de Verão em Montes Claros / MG

janeiro 19, 2010 por metaxis

Em parceria com o Anchietanum – Centro de Juventude e Vocações dos Jesuítas, o METAXIS foi convidado para contribuir no Curso de Verão de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.  Em seu segundo ano, o Curso de Verão já é esperado pelas comunidades de Montes Claros e muitos dos inscritos são pessoas ativas em suas comunidades, além de desenvolverem trabalhos sociais.

O curso de Teatro do Oprimido teve duração de uma semana e resultou em uma apresentação final para os outros 180 participantes de outros cursos. Conseguimos transformar grande parte do processo desenvolvido ao longo da semana, em uma apresentação que pode mostrar a grande vontade de alertar e transformar uma cidade que finge desconhecer os absurdos presentes.

Senti não só a vontade, mas a sede dos participantes que acreditaram tanto na metodologia do TO, que me cobraram a dar continuidade ao trabalho desenvolvido. O que me deixa tão satisfeito, quanto ouvir de duas participantes que as bases do TO serão desenvolvidas em um projeto com mulheres remanescentes de um quilombola.

Estamos inaugurando o e-group METAXIS, qual  esperamos que todos aqueles que passaram por alguma de nossas ações e que pretendem dar continuidade a trabalhos relacionados ao TO possam trocar informações, sugestões e partilhar dos problemas e sucessos de seus trabalhos nas diferentes cidades do país.

Agradeço a todos os participantes e aos coordenadores que me proporcionaram “VER TUDO QUE SE OLHA e ESCUTAR TUDO QUE SE OUVE”, em um lugar onde as questões sobre as opressões não são novas, mas a busca para vencê-las pode ser!

Por Antonio Ferreira (São Paulo 19/01/2010)

TO em Florianópolis

janeiro 2, 2010 por metaxis

Andando aqui pelas terrinhas do Sul, mais especificamente na Ilha da Magia, me deparo com um lindo trabalho em Teatro do Oprimido. Me refiro aos colegas Ízide, Daniel e Dóris que formam entre eles o “+ 1 grupo de TO”. A irreverência não está só no nome: são muito sérios e competentes. Em visita ao bairro Santo Antonio de Lisboa, tomei uma cervejinha à beira mar com o pessoal da Ízide: amigos da luta sindical. Ouvi até algumas histórias de como o teatro entrou na dança do movimento cujos encontros, e as dicussões necessárias, poderiam tornar-se um pouco enfadonho. Hoje, o Teatro do Oprimido na ilha tem uma variedade maior de espaços de aplicação, um deles é o Bloco Baiacu de Alguém. Carnaval de raíz, uma história que se confunde com o bairro do Sto Antonio. O trabalho na sede do bloco é focado às crianças da região, mas tem-se mesmo a idéia de viabilizar uma discussão de Teatro Legislativo para interfirir na lei de silêncio que atinge diretamente o bloco. Fiquei admirado também com a importância com a qual os colegas vêem para o trabalhar-se. Em conversa com a Dóris, ficamos indignados com os multiplicadores de TO que só multiplicam mas não tem espaço para se aprimorarem, se observarem e pesquisarem. Aprendi bastante nesta viagem.
(Dodi Leal, Florianópolis - 30/12/2009)

Nesta foto estamos conversando antes de entrarmos ao Baiacu de Alguém para comemorarmos o pré-reveillons. Da esquerda para a direita Izide, Laila, Bruno e Dodi.

METAXIS no Jornal do Campus

outubro 7, 2009 por metaxis

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Por Teresa Perosa em 29.09.2009

“Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam”. A frase de Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, sintetiza bem o que seria o espírito do teatro universitário: teatro por todos e para todos. Reunindo alunos de diferentes cursos e pessoas de fora da universidade, os grupos teatrais amadores da USP produzem resultados surpreendentes que, ainda assim, são pouco conhecidos.

“O teatro é um instrumento de expressão. É do ser humano. Todo mundo deveria ter acesso a esse tipo de linguagem”, diz Eduardo Coutinho, professor do Departamento de Artes Cênicas da ECA. Formado engenheiro civil, Coutinho afirma que o teatro é essencial. “Eu tenho batalhado para que todos os alunos da USP ‘tropecem’ em arte para que eles percebam, seja através da vivência de fazer, seja como expectador, que isso é uma parte importante de sua formação universitária”.

“Os estudantes têm uma força desprovida de preconceito e estrelismo”, diz Maurício Soares Filho, coordenador do grupo Vivo e Desnudo da Faculdade de Direito. Segundo ele, é essa dose de descompromisso em relação ao trabalho ser bem sucedido ou não que torna o teatro dos estudantes tão interessante. “Não há pretensão. Só a certeza de que todos têm 100% de boa intenção em contar uma história”, conclui.

Por serem muitos e, em grande parte, desconhecidos, o Teatro da USP (TUSP) realiza nesse momento um trabalho de mapeamento dos grupos de teatro da universidade. “Nosso objetivo é fomentar essa atividade teatral”, afirma a professora Elisabete Dorgam Martins, vice-diretora do TUSP. “Agora estamos trabalhando com orientadores de arte dramática espalhados pelos campi, para descobrir as reais necessidades desses grupos”. Em relação à escassez de público, Elisabete afirma que se trata de fenômeno não-restrito ao teatro universitário. “Tem sido uma luta corpo a corpo para conseguir divulgar os trabalhos e trazer público para o teatro”, conclui.

Dificuldades

As principais dificuldades enfrentadas pelos grupos são o financiamento e a falta de espaço para suas atividades. O GTP é um dos poucos que possui uma sala própria, além de receber repasse do Grêmio Politécnico. O grupo Vivo e Desnudo, por exemplo, ensaia provisoriamente na Casa do Estudante e recebe uma pequena ajuda de custo do centro acadêmico XI de Agosto. O grupo Metáxis, que desenvolve técnicas de Teatro do Oprimido, utiliza uma sala do Departamento de Artes Cênicas (CAC) da ECA, sob responsabilidade de seu coordenador, Dodi Leal, aluno do terceiro ano do CAC. “Coloco o grupo como meu projeto pessoal”, declara.

http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2009/09/abrem-se-as-cortinas/

Grupos de Teatro: Metaxis

Conheça o grupo teatral unido pela técnica do Teatro do Oprimido

Por Teresa Perosa em 29.09.2009

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Nome: Metáxis – Grupo de Teatro do Oprimido (não vinculado a nenhuma unidade)

Fundado em 2008

Sobre o grupo: Após o desenvolvimento de algumas oficinas de teatro do oprimido realizadas em 2008, o grupo decidiu dar continuidade ao projeto. “Nosso objetivo é levar as pessoas que estão fora da universidade para dentro dela, e as pessoas que estão dentro para fora”, declara Dodi Leal, aluno do 3º ano de Artes Cênicas e coordenador do projeto.

O Metáxis funciona de maneira diferente em relação aos grupos teatrais usuais. O grupo funciona a partir de ciclos de um ano, durante o qual os coordenadores trabalham as técnicas de teatro do oprimido com os membros. Como conclusão das atividades, o Metáxis leva as intervenções desenvolvidas à Mostra de Teatro do Oprimido de Londrina. “Depois, esperamos que cada grupo ande com as próprias pernas”, diz Dodi. A intenção é formar a cada ano dois grupos familiarizados com as técnicas do teatro do oprimido.

A escolha por trabalhar com esse tipo específico de técnica teatral é explicada por sua subvalorização, segundo Dodi. “É a única técnica teatral que de fato foi criada por um brasileiro e, ainda assim, não é trabalhada dentro da universidade no Brasil”, declara. O método do Teatro do Oprimido foi desenvolvido por Augusto Boal cujo objetivo era criar prática teatral revolucionária, que incitasse os oprimidos a lutarem pela sua libertação. O TO trabalha com jogos, exercícios e técnicas teatrais que envolvem o público no jogo de cena, uma vez que, para Boal, o teatro deveria deixar de ser um “monólogo” para ser um “diálogo”.

Esse ano, o Metáxis irá com duas intervenções à Mostra: uma de teatro invisível r outra nomeada “Penso, logo, insisto”.

Estrutura: Utilizam uma das salas do CAC, sob responsabilidade de Dodi.

Sobre os membros: São predominantemente de fora da USP.

Como participar? Para participar das oficinas, é necessário entrar em contato com o grupo.

Contato: teatrodooprimido@gmail.com | http://www.metaxis.com.br/

Metaxis no Dia Nacional da Juventude

agosto 29, 2009 por metaxis

Nos dias 12 e 13/09 os curingas do METAXIS-USP conduzirão a Oficina de Teatro do Oprimido com o objetivo de preparação para o Dia Nacional da Juventude. As inscrições devem ser feitas diretamente no site do Instituto Anchietanum: http://www.anchietanum.com.br/

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OCUPAUSP: Jogos da Greve

junho 23, 2009 por metaxis

Nos apresentaremos com o espetáculo Jogos da Greve no sábado 27/06 às 10h00 na ECA USP. 

programação do OCUPAUSP

Quinta-feira, 25/06

 11h – Abertura. + Escolha de temas para os grupos de trabalho. + Divisão das comissões do alojamento (Local: Quadrado das artes)

 12h – Cena: Cheiro de Pequi; Um exercício solo performático sobre aspectos do ritual indígena do kwarup. (Local: Quadrado das artes)

 2h30 – Cena: O Quarto Escuro. Um estudo em cima da peça de um ato do Tennessee Williams. A peça se passa no suburbio de uma cidade grande durante a grande depressão americana. Este “fragmento” de drama fala sobre a intervenção do estado na vida das pessoas em tempo de crise. (Local: Sala 24 do CAC)

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 13h – Cena: Mulher do Gordo (à confirmar)

 13h30 – Cena: O Caso das Petúnias Esmagadas. Cena curta (aprox 20min) criada a partir de processo sobre texto do Tennessee Williams com alunos do CAC do terceiro e primeiro anos (Local: Sala 25 do CAC)

 14h30 às 16h30 – Ação: ‘Let The Sunshine In’. Ensaio da coreografia do musical ‘Hair’ com todos os interessados (voluntários) e apresentação/intervençã o no vão do prédio da História e Geografia (Local: História/Geografia)

 17h30 – Cena: O Quarto Rosa. Peça de Tennessee Williams montada inicialmente para o curso de Direção II (do CAC), com pesquisa voltada para o corporal, o presencial e o performático. O texto conta o término da relação de 8 anos de um casal de amantes. (Local: Sala 24 do CAC)

 18h – Dança: O Memorial do Quarto Escuro. Quarto é o sítio da intimidade onde se encarnam memórias, angústias, desejos e esperanças. É também neste espaço que a tensão indivíduoXsociedade pode ganhar alívio, onde cada um está à mercê de sua consciência, e qualquer tentativa de aparência é inútil. Segredos, silêncios, mortes e nascimentos ocorrem no espaço-tempo de um pensamento-açã o. Memorial do quarto escuro são fragmentos íntimos na busca de ser inteiro.  (Local: Canil ou Sala do CAC; local à confirmar)

 19h – Cena: Essas São as Escadas que Você Deve Vigiar. Ensaio aberto de cena curta do Tennessee Williams, com atividade coletiva de ocupação artística no DCE (Local: DCE Ocupado)

 20h – Ação: Carta aos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. Leitura adaptada do texto “Carta aos reitores das universidades europeias”, de Antonin Artaud. (Local: Em frente à reitoria – R. Universidade Livre)

 20h (a partir das) – Ação: Grafites no DCE. (Local: DCE Ocupado)

 20h20 – Ação: A Dureza da Flor. Um conjunto de poemas que falam da ternura e amor necessários à luta, e da sobriedade indispensável para resistir às dores e percalços. (Local: Em frente à reitoria – R. Universidade Livre)

 21h – Ação: GizZaço. Desenhos, frases e palavras no chão. Ideia inicial: flowerchuker do Banksy (militante lançando não coquetel molotov mas um buque de flores) e dizeres de Che: Temos q endurecer mas jamais perder a ternura! . (Local: Em frente à reitoria – R. Universidade Livre + Praça do Relógio)

 21h30 – Ação: Batizado e Inauguração da Rua Universidade Livre. Trata-se da Rua que passa em frente à reitoria da USP; o evento se fará com um cortejo de Maracatu e outras bandas. (Local: Em frente à reitoria – R. Universidade Livre)

 22h – Festa: Junina. (Local: DCE Ocupado)

 

Sexta-feira, 26/06

 10h – Debate: Grupos de Trabalho temáticos. A partir dos temas escolhidos na quinta-feira grupos se formarão pra debatê-los; as discussões serão, depois, relatadas. (Local: Salas do CAC)

 13h – Cinema: Chris Marker e o Cinema Militante. Exibição de filmes seguidos de exposição e debates. (Local: Auditório Paulo Emílio ou CTR; à confirmar o local)

  13h – Música: Maracatu. (Local: Quadrado das Artes)

14h – Música: Banda Sexto Grau. (Local: Quadrado das Artes)

15h – Música: Banda Morsa. (Local: Quadrado das Artes)

16h – Música: Fábula Acústica. (Local: Quadrado das Artes)

 17h – Música: B NEGÃO (!). (Local: Quadrado das Artes)

 19h – Dança: Our love is like the flowers… Num espaço público, pessoas cruzam-se, carregando seus sonhos, seus afazeres, suas histórias. Dos encontros e desencontros num mundo de solidões proclamadas e relações virtualizadas. Espetáculo de dança contemporânea do Coletivo de artistas Abismo de Sonhos. (Local: Rotatória em frente ao CEPEUSP)

 20h – Música: TOM ZÉ (!). O show do Tom Zé é promovido pelo SINTUSP para arrecadação de fundo de greve. Por isso os ingressos custarão R$10,0. (Local: Velódromo)

 

Sábado, 27/06

 10h – Teatro: Jogos da Greve. Do grupo de Teatro do Oprimido Universitário Metaxis. (Local: Quadrado das Artes)

 11h30 – Debate: Quadrinhos e Questões Sociais. Apresentação e debate de alguns quadrinhos de autoria de Dedo Zuka. (Local: Oásis das Artes)

 13h30 – Debate: Grupos de Trabalho temáticos (parte II). Apresentação da relatoria de cada grupo de trabalho. (Local: Oásis das Artes)

 16h – Encerramento: Sarau de Luta. Organizado por estudantes de Ciências Sociais da PUC; participação e proposição livres. (Local: Praça do Relógio)

  

OUTRAS Atividades:

 

Exposições: (Local: Aquário de vidro do DCE Ocupado)

- Experimentações com nanquim em tamanho gigante; de Paloma Franca Amorim

- Fotos da ocupação da PM e do ato no P1; de Zink

- Desenhos de greve (à confirmar)

 Leitura: Ininterrupta da íntegra de A Odisséia de Homero. (Local: por entre os eventos; no alojamento; salas do CAC; etc.).

 (+ informações em www.ocupausp. blogspot. com e ocupausp2009@ gmail.com)

org. Estudantes em greve das artes!