CTO-Rio lança nova edição de revista em São Paulo

novembro 3, 2010

por GABRIELA GIACOMINI, 3 de novembro de 2010.

Teatro de Arena Eugênio Kusnet – São Paulo/SP

No último dia 26 de outubro de 2010, aconteceu no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, em São Paulo, o lançamento da Revista Metaxis, do Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio).

De início houve a intervenção do TUOV (Teatro União e Olho Vivo). O grupo declamou frases de autoria de César Vieira em homenagem ao TO e a Augusto Boal. Um texto belíssimo!

Depois disso Helen Sarapeck (CTO-Rio) contou um pouco da trajetória do Boal e da posterior criação do CTO, quando Boal voltou ao Brasil, após a Anistia aos perseguidos pela Ditadura.

E pra encerrar a noite, Kelly di Bertolli (GTO-São Paulo) curingou uma intervenção de Teatro Imagem sobre o tema ‘casal’.

O evento foi bem interessante, teve inclusive a participação do Sérgio Mambert e da Estér Góes, ambos representando a Funarte, órgão ligado ao governo federal que ajudou a impulsionar o “Teatro do Oprimido de ponto a ponto” através dos Pontos de Cultura.

Mas muito interessante também está a Revista Metaxis número 6, que contém vários artigos sobre diferentes grupos e ações de Teatro do Oprimido, brasileiros e estrangeiros. Além disso, a revista também trás uma entrevista com a Cecília, viúva do Boal. Muito interessante pra se ter a visão da força desta mulher, companheira de lutas do Mestre, e que humildemente se considera a “esposa de um gênio”.

Enfim, vale a pena conferir.

GABRIELA GIACOMINI é multiplicadora de Teatro do Oprimido e curinga do Metaxis, representou o grupo no lançamento da revista do CTO-Rio.

TO em Jujuy: curingando e articulando

maio 13, 2010

por MARLA O’HARA, 11 de fevereiro de 2010.

Marla aplicando jogo na oficina do Metaxis na penitenciária provinciana de Jujuy.

A minha participação no encontro junto ao grupo Metaxis deu-se na curingagem da peça Oprinilda em uma rua de Susques, no auxilio de aplicação de uma oficina para adolescentes na mesma cidade e no auxílio de planejamento e aplicação de uma oficina para homens presos da Penitenciária de Jujuy. Também assisti a ensaios e a apresentação do Oprinilda no Teatro de la Vuelta Del Siglo e a uma mesa sobre as experiências de teatro nas prisões composta de profissionais do teatro da Alemanha e da Argentina. Podemos acrescentar ainda termos visto alguns outros espetáculos de teatro fórum em espaços variados. A participação em Susques foi marcada pelo envolvimento de membros da comunidade em vários níveis. Quanto à apresentação em si contamos com a presença dezenas de pessoas de várias idades que aguardaram pacientemente até que o grupo estivesse pronto.
Durante a apresentação os espect-atores reagiam com risos constantes mesmo em momentos “impróprios”, ação esperada de um público que não está acostumado com a linguagem e a com língua na qual o espetáculo foi apresentado. Quando o fórum foi executado as participações foram poucas e tímidas, apesar de ter havido muitos comentários entre eles. Isto se deveu mais a inexperiência com a técnica. Sendo assim, podemos constatar que para existir a participação do espect-ator não basta que este seja solidário, faça analogias ou sofra identidade. A presença de um tradutor (Patrício) para o fórum foi bastante bem sucedida. Quanto à oficina para adolescentes ocorrida no dia seguinte à apresentação, o envolvimento destes foi satisfatório. Relatos de opressão não foram conseguidos, embora tivéssemos informações posteriores de que eram freqüentes casos de abuso sexual, por exemplo, e estes, provavelmente, fizessem parte do dia a dia dos oficinandos. Um convívio maior dentro de um contexto melhor estruturado para receber e lidar com as consequências de se provocar tais relatos talvez surtisse melhores efeitos.

Dodi, ao centro, em ensaio antes da apresentação do espetáculo Oprinilda no Teatro del Siglo.

Na penitenciária o trabalho feito com homens revelou logo no início que eles tinham corpos menos rígidos e condicionados que os presos com os quais lidei no Brasil. Não usavam uniformes e cabelos padronizados o que ajuda a preservar-lhes a identidade.
Alguns se mostraram renitentes em fazer os jogos, colocando-se à margem do processo ora participando, ora não. Para explicar o fato teríamos que investigar a fundo tais comportamentos.
Muitos tinham dificuldades em concentrarem-se nas atividades. Em geral eram bastante falantes.
Nas opressões elencadas pelo próprio grupo a princípio eram dos administradores em relação aos presos, mas nas improvisações o que foi mostrado eram opressões dos presos para os próprios presos. Isto em três sub-grupos (um com o qual trabalhamos e dois que estavam com o grupo Revolução Teatral). Já o sub-grupo que ficou com o Dodi apresentou a opressão sofrida pelos presos na hora de receberem tratamento médico. Lamentavelmente não foi possível a realização do fórum.
No tocante a apresentação da peça Oprinilda no teatro, o que podemos destacar foi o comportamento da protagonista (oprimida) como heroína, fazendo o fórum tomar rumos diferentes do convencional.
A mesa de teatro nas prisões teve ilustrações por vídeos. Os grupos participantes relataram as experiências recentes com oficinas para tal público. O grupo da Alemanha formulou três questões a fim de iniciar o debate, o qual foi intenso. Houve a citação do Brasil como referência mundial de teatro nas prisões, principalmente o Projeto Drama e Direitos Humanos em Cena, dos quais tive a oportunidade de participar. O 1º Encontro Latinoamericano de Teatro do Oprimido foi muito bem organizado pelo MTO Jujuy mostrando a relevância do Teatro do Oprimido hoje nesta parte do mundo e oportunizando a todos momentos de estudos e reflexão.

MARLA O’HARA é praticante de Teatro do Oprimido, conduziu oficinas pelo Metaxis e curingou a apresentação do Oprinilda em Susques no I Encuentro Latinoamericano de Teatro del Oprimido.

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abril 15, 2010

Ísis,

Não tenho mais teatro para te dar
O corpo humano está doente e há dor na alma.
Já não é mais possível pensar
Que um dia já tive o teatro para te dar.

Estou cheio de perigo e detesto isso
Compartilho sua dor
Sei como é perder o teatro.
Antes fosse por amor.

Foi uma morte cognitiva.
Como diria Artaud: “Fiquei sabendo ontem”.
A explosão já passou mas ainda não há pensamento,
Se injustiça fosse pouco, diria que não somos capazes de nos acabar.

Que não nos seja mais possível se entregar assim ao teatro,
Reclamemos da arte o poder de impoder expressar.
Se ainda pudesse ser teatro, tenho certeza que seria
Mas como já acabou, está na hora de começar.

O teatro que fica não é o mesmo que se foi,
Tempo de morte, tempo de teatro-morte.
Já fomos muito cruéis com os corpos
Vidas apodreceram ou se foram, estrelinhas e aberturas 0 já não damos mais.

novo do novo. Daqui consigo enquadrar o seu sofrimento:
De teatro em teatro. Sim, eu também fui buscar!
Que a luta seja nossa. Que sua morte seja um parto.
PARTO DAS PALAVRAS! 

Aquela peça… fiz para você!

Dodi (15/04/2010)

Ficha de Inscrição Um Ano de TO 09

abril 15, 2010

Teatro do Oprimido

METAXIS-USP Projeto Universitário de Teatro do Oprimido
Ficha de inscrição para o programa “um ano de TO”  

Nome: Ísis Rodrigues Silva           

Fale sobre a sua formação escolar. Possuo 1° grau completo, e estou cursando 2° ano do ensino médio.

Fale sobre as suas vivências profissionais e aspectos que foram importantes para a sua formação. Desde pequena danço, e atuo e minhas experiências profissionais sempre foram artísticas, como espetáculos de dança, teatro, festivais, temporadas em companhias.  Sempre acompanhando um tipo de arte a outro e adaptando como uma mistura, uma auxiliando a outra, acredito que muito importante para planos futuros , em receber uma formação profissional na área artística.

Fale sobre suas experiências com Teatro e com o Teatro do Oprimido?  Aos 8 anos de idade comecei a fazer aulas de teatro iniciante, interrompendo aos 11, e retornando aos 14 anos. Participando de companhias de teatro de rua, grupos independentes de teatro realista, e grupos independentes de teatro com um pouco de influencia do teatro fórum. Nunca tive alguma experiência com T.O. , apesar de possuir familiares com muita experiência, como o grupo de segunda (minas gerais).

Como você soube do “um ano de TO”? Por informações de uma amiga.

Quais são seus interesses e expectativas em relação ao programa? E se pretender se aprofundar em uma pesquisa, qual e por que?      Aprendizado e experiência, conhecimento de uma área nunca vista, poder aplicar tanto dentro quanto fora do programa essas experiências.

Por que escolheu o Teatro do Oprimido?  Porque  expectativa, conceitos básicos, dos outros tipos de teatro muitas vezes me incomodam. E porque desejo sempre saber mais sobre tudo o que envolve arte.

METAXIS em Susques

fevereiro 9, 2010

por LAÍS QUEIROZ, 2 de fevereiro de 2010.

Público da apresentação na cidade de Susques (Jujuy-Argentina) em 16-01-2010, no centro o prefeito (comunero) e sua família.

A primeira vista entendia-se o espetáculo “Oprinilda” como uma bandeira de força e luta contra a violência que dezenas de mulheres sofrem a cada novo dia. Não tinha idéia que a proposta andava tão além do tema de violência e preconceito, digo racismo com a etnia, cor, raça, sexo, visto que se tratava de resistência negra, e porque não Indígena, pois foi o que se passou. Quando percebemos estávamos em Susques-AR, numa tribo indígena a 3.675m de altitude, as 00h a se apresentar. A nossa frente estava todos, inclusive seu pajé que se encantou com o teatro do oprimido e utilizou de toda sua artimanha quando participou ativamente do teatro-forúm.  Foi sensacional, ainda mais porque fazia uns três dias que eu e Dodi conversávamos sobre a intervenção de Boal na cidade de Godrano, com camponeses da Sicília, ao sul da Itália, onde foi preparada uma peça em que se mostrava o prefeito da cidade como grande opressor dos pobres. Ocorre que durante o espetáculo de teatro-forúm, o próprio prefeito apareceu na praça e pediu para substituir, não o protagonista-oprimido como nosso costume, mas o personagem do Prefeito – ele próprio para melhor justificar suas ações (Boal, Augusto, 1953. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas, pág. 23). Isso significa dizer que a história se repetiu, ou seja, com uma oratória na ponta da língua e a bandeira dos direitos humanos fora levantada: educação, saúde, lazer, emprego para todos, não faltou estímulos, sim, foi um discurso emocionate a qual presenciamos.

Duas meninas da comunidade intervém juntas no Fórum, conduzido pela Marla e traduzido por Patrício.

Não imagino a dimensão dessa participação, mas sei que todos vão ficar com seus âmagos marcados, pois nunca assistiram a algum teatro (a grande maioria) e a experiência trouxe muitas intervenções, como a de discutir a cor e etnia de povos, como ao que eles vivem tão deslocados, mas por vez, sofrem com os males da história original. Levantamos uma bandeira de resistência e de novas ideologias. Apresentamos uma dança nova para a visão deles, porque onde já se viu usar roupas soltas e floridas naquela sociedade? Ou talvez, com panos de sobra e deixar que os músculos se mexam sozinhos de acordo com a sonoplastia. Muito encantou aos olhos de quem assistia. Um espetáculo de rua com movimentos soltos e impactos nervosos, muita sensualidade na dança e generosidade com o ritual que muitas mulheres viviam na época do apartheid.  O espetáculo ora é coreografado e ora fica a caráter do desempenho dos atores. A personagem oprimida fica responsável por um monólogo sobre o preconceito e racismo. O espaço estético é instaurado do início ao fim, tendo seu ápice na canção “Sansacroman” (As mulheres cantavam esta canção  na época do apartheid para distrair seus filhos da situação de guerra que viviam),  houve uma interação com o público presente, pois a hierarquia foi cerrada e logo depois um grande paredão foi montando, onde todos os atores concentravam sua energias e conseguiam dialogar com o público de forma que todos perceberam o atual momento, quer dizer momento de sentar-se. O teatro-imagem também é posto de forma bem marcada, com expressão, sentimento de luta e resistência, muitos atores chegam a se machucar na cena que tem como signo uma corda, representando toda formar de aprisionar  não só os negros, mas inclusive os diferentes, como os índios. Por fim, depois da disputa que acontece entre oprimido e opressor (figura de um policial), percebemos que todos temos culpa na história, afinal de contas somos suspeitos?! Suspeitos de calar, de mentir, de roubar a força dos que lutam a cada dia, suspeito de não acreditar em mudanças, ora e o teatro do oprimido serve para que? Veja bem, teatro serve para educar, divertir e propor reflexão, provocar as pessoas, já o oprimido, todos somos.  A cada dia desenvolvemos vários papéis de acordo com nossas instituições (Composta por pessoas, imaginário, histórica e social). Todos somos alvos de cenas como as do “Oprinilda”, uns mais… outros menos. Acontece é que o tempo de transformar precisa ser instituído (racional), digo agir pela emoção, paixão, sentimento, desejo, imaginário, resguardando sempre a autocrítica mesmo que se defenda uma idéia. Primeiro transformam-se os que reproduzem as cenas de opressão, para assim em segundo, transformar o meio.            

 “UM HOMEM NÃO TOMA BANHO DUAS VEZES NO MESMO RIO” Heráclito

 LAÍS QUEIROZ é estudante de Artes Cênicas na Universidade Federal de Alagoas, curinga regional do Metaxis em Maceió e atuou em Oprinilda nas apresentações do I Encuentro Latinoamericano de Teatro del Oprimido.

Ensaio do grupo antes da apresentação.

 

Trecho de dança na apresentação.

1o Encuentro de Teatro del Oprimido – Jujuy

janeiro 28, 2010

De 15 a 25-01 o METAXIS participou do 1o Encuentro de Teatro del Oprimido realizado na província de Jujuy no noroeste da Argentina. O evento, organizado pelo MTO Jujuy (Movimiento de Teatro del Oprimido de Jujuy) e promovido pela RelaTOsur (Red Latinoamericana de Teatro del Oprimido) contou com a participação de inúmeros grupos dos países da América Latina. O grupo Metaxis participou das atividades de intervenção de discussão do evento, apresentou duas vezes o espetáculo Oprinilda, conduziu oficina com alunos de uma escola pública de uma comunidade indígena no alto da cordilheira dos Andes e conduziu quatro oficinas de TO com presos das penitenciárias Provinciana e Federal de Jujuy.

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Ações METAXIS 2010

janeiro 22, 2010

Nesse último ano que passou o projeto METAXIS deu um grande passo: a iniciativa de desenvolver as técnicas do Teatro do Oprimido dentro do programa “Um Ano de TO”, que abrangeu 2 Grupos de TO e a Turma de Multiplicadores das técnicas do TO.

Mesmo sem patrocínio e contando com apoio de outros profissionais, realizamos os encontros no Teatro Laboratório da ECA/USP e na EMEF Amorim Lima.

Para o ano de 2010 esperamos poder dar continuidade aos processos desenvolvidos e continuar a apresentar as técnicas do Teatro do Oprimido a novos interessados, que possam desenvolvê-las e contribuir na busca por um mundo melhor!

Agradecemos as instituições parceiras, aos outros grupos e coletivos de TO e a todos os diferentes inscritos que continuaram com o METAXIS!

Espero que todos que tiveram que desistir durante o percurso, possam participar de outras de nossas ações, como encontros, laboratórios, oficinas, apresentações, feiras…

Fiquem atentos para as novas ações do METAXIS em 2010.

Primeiro encontro da Turma de Multiplicadores de TO na EMEF Amorim Lima

Primeiro encontro da Turma de Multiplicadores de TO na EMEF Amorim Lima

OPRINILDA

janeiro 22, 2010

Da sensibilidade ao orgulho; é assim que sinto que essa peça deve ser descrita.

Da sensibilidade do Curinga Dodi Leal e de todos os outros atores, em demonstrar respeito e carinho, pela opressão que nos veio em forma de relato sincero e ao mesmo tempo chocante, e que se tornou uma grande experiência ao grupo; ao orgulho de poder participar e ver um processo transformar-se em montagem. Uma peça com muitas cores, danças, luzes, poesias e muitas perguntas, que mesmo após a apresentação ficam até hoje a nos cutucar.

Apresentar aos outros grupos e coletivos os desdobramentos das técnicas do Teatro do Oprimido dentro do METAXIS, é oportunidade que só nos faz crescer como grupo.

“São tantos os casos de opressão que já passei que demorei a á escolher um, mas sempre existe aquele que nunca esquecemos, que mexe com nossa auto-estima e nos faz repensar sobre a ideologia da democracia racial no Brasil que é sustentada pelos próprios racista opressores, pura hipocrisia, quem leva a cor da noite sabe o que é ser negro nesse país.” Ivanilda

(Antonio Ferreira, São Paulo – 21/01/2010)

MENINAS METAXIS

janeiro 22, 2010

Sim, afirmo que não é nada muito fácil ter muitas garotas reunidas, ainda mais praticantes de TO. Mas essa foto mostra a união e força de um Grupo de Mulheres que juntas somam força, alegria e muitas opressões para serem trabalhadas… rs
Seja na surpreendente maturidade de Isís, nas profundas análises de Gabi, no potencial organizador e reconciliador de Raquel, na alegria e força de Nilda, na coragem de Mercedes, na generosidade de Priscila ou na doçura de Alice; encontro a esperança de ver o duro trabalho de “Um Ano de TO” ser continuado com um grupo de teatro.
Todas vocês meninas, mulheres, METAXIS; fizeram a diferença no último grande ano que esse projeto passou. Desejo a continuidade para um trabalho com muita união entre vocês!

Merda meninas, muita merda!

(Antonio Ferreira, São Paulo – 21/01/2010)

Depois da apresentação da peça "Oprinilda" em Londrina

Depois da apresentação da peça "Oprinilda" na VI Mostra de Teatro do Oprimido em Londrina/PR

Curso de Verão em Montes Claros / MG

janeiro 19, 2010

Em parceria com o Anchietanum – Centro de Juventude e Vocações dos Jesuítas, o METAXIS foi convidado para contribuir no Curso de Verão de Montes Claros, no norte de Minas Gerais.  Em seu segundo ano, o Curso de Verão já é esperado pelas comunidades de Montes Claros e muitos dos inscritos são pessoas ativas em suas comunidades, além de desenvolverem trabalhos sociais.

O curso de Teatro do Oprimido teve duração de uma semana e resultou em uma apresentação final para os outros 180 participantes de outros cursos. Conseguimos transformar grande parte do processo desenvolvido ao longo da semana, em uma apresentação que pode mostrar a grande vontade de alertar e transformar uma cidade que finge desconhecer os absurdos presentes.

Senti não só a vontade, mas a sede dos participantes que acreditaram tanto na metodologia do TO, que me cobraram a dar continuidade ao trabalho desenvolvido. O que me deixa tão satisfeito, quanto ouvir de duas participantes que as bases do TO serão desenvolvidas em um projeto com mulheres remanescentes de um quilombola.

Estamos inaugurando o e-group METAXIS, qual  esperamos que todos aqueles que passaram por alguma de nossas ações e que pretendem dar continuidade a trabalhos relacionados ao TO possam trocar informações, sugestões e partilhar dos problemas e sucessos de seus trabalhos nas diferentes cidades do país.

Agradeço a todos os participantes e aos coordenadores que me proporcionaram “VER TUDO QUE SE OLHA e ESCUTAR TUDO QUE SE OUVE”, em um lugar onde as questões sobre as opressões não são novas, mas a busca para vencê-las pode ser!

Por Antonio Ferreira (São Paulo 19/01/2010)


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